Desde do final do ano passado até o presente momento venho com o objetivo de colocar minhas leituras em dia.Tenho vários livros na estante que ainda não li, por isso resolvi lê-los. Até porque é essa minha profissão e, é isso o que eu escolhi ser: professora. Para tanto, preciso ler e refletir sobre o ato da escrita e confluir em mim.
Li Memorial do convento de José Saramago. Achei um romance muito bom, a parte que mais gostei do romance e que mais o eleva, na minha opinião, foi os instantes que Blimunda vi as vontades das pessoas,as coisas na sua profundidade.Gostei dessa parte porque achei incrível uma pessoa poder ver e roubar as vontades de outras pessoas. O desejo de saber o que está por detrás das coisas é intrigante. Vê a face dos desejos, os remorsos de cada indivíduo é estar em contato com o mundo apenas com os olhos e, percebe que não é a única que carrega o ódio, a angústia e o medo. Digo isso poque às vezes me sinto tão incapaz, tão burra, principalmente, no meu lado profissional. Sempre acho que falta algo, que não ficou bom. Me martirizo. Por isso gostei das revelações de Blimunda, isto é, do que ela via nas pessoas.Vontades que não cessam, que causam boas e más sensações, vontades que mudam,que destrói.
Blimunda jurou não ver as vontades de seu amado, Baltasar, apenas na sua morte que ela viu-as e roubo-as para si. Ela tinha medo do poderia ver, queria se ocultar do sofrimento que pudesse ter. Essa fragilidade de Blimunda só enfatiza a incompletude do homem e de como somos vulneráveis aos incertos desejos e imaginações desejadas. A história de Saramago de uma certa forma me tranquilizou e equilibrou minha mente.Nada pode ser completo, perfeito,mas devemos fazer o melhor para deixa nossa consciência em paz.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
sábado, 13 de dezembro de 2014
A escola que queremos
Preconceito significa ideia preconcebida, intolerância, aversão a outra raça, credo ou religião. E isso nas escolas pode se torna um gatilho para desarmonia do homem e, principalmente, da sociedade.
As inúmeras guerras travadas no mundo por conta da intolerância às etnias e às religiões afetam diretamente milhares de jovens que começam a socializar. O chamado bullying, nome em inglês, que é caracterizado por atos de agressão física ou verbal, tornou-se uma pratica de intimidar, de violar o outro jovem nas escolas espalhadas pelo mundo. Jovens que se sentem superiores, se acham no direito de infernizar, de diminuir outros jovens pelo simples prazer de se mostrar superior devido à uma característica diferente. Na verdade, o bullying é reflexo de uma sociedade capitalista em que a força desigual de poder promove a intolerância nas escolas.
As consequências disso tudo são seres de má conduta, que não saberão viver em sociedade, com problemas psicológicos que poderão cometer homicídios e até mesmo suicídios por não aguentarem serem discriminados por seus colegas. O preconceito promove danos irreparáveis a uma população, não obstante, a natureza, o meio ambiente, acabam sofrendo desse martírio.
Muitos acontecimentos marcaram a história mundial como os vários anos de escravidão sofridos pelos negros, fruto do desequilíbrio humano na ânsia do poder. Infelizmente, muitos poderão ocorrer se nas escolas não forem implantadas políticas de conscientização, fazendo da nossa história lição para não mais se repetir.Somente a partir de um reflexão do passado se poderá vislumbrar uma escola e, principalmente, uma sociedade conscientizadora, que respeite o direito de todos.
As inúmeras guerras travadas no mundo por conta da intolerância às etnias e às religiões afetam diretamente milhares de jovens que começam a socializar. O chamado bullying, nome em inglês, que é caracterizado por atos de agressão física ou verbal, tornou-se uma pratica de intimidar, de violar o outro jovem nas escolas espalhadas pelo mundo. Jovens que se sentem superiores, se acham no direito de infernizar, de diminuir outros jovens pelo simples prazer de se mostrar superior devido à uma característica diferente. Na verdade, o bullying é reflexo de uma sociedade capitalista em que a força desigual de poder promove a intolerância nas escolas.
As consequências disso tudo são seres de má conduta, que não saberão viver em sociedade, com problemas psicológicos que poderão cometer homicídios e até mesmo suicídios por não aguentarem serem discriminados por seus colegas. O preconceito promove danos irreparáveis a uma população, não obstante, a natureza, o meio ambiente, acabam sofrendo desse martírio.
Muitos acontecimentos marcaram a história mundial como os vários anos de escravidão sofridos pelos negros, fruto do desequilíbrio humano na ânsia do poder. Infelizmente, muitos poderão ocorrer se nas escolas não forem implantadas políticas de conscientização, fazendo da nossa história lição para não mais se repetir.Somente a partir de um reflexão do passado se poderá vislumbrar uma escola e, principalmente, uma sociedade conscientizadora, que respeite o direito de todos.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
A compulsão da vida
Hoje de manhã estava procurando um tema de redação para trabalhar com meus alunos. Vi que na prova do colégio Pedro II do ano passado foi trabalhado o seguinte tema: A música tem mesmo o poder de interferir no comportamento e na saúde das pessoas, ou essa afirmações não passam de curiosidades, de pesquisas de menor importância? Achei o tema formidável, pois é muito pessoal e instigante.Comecei então a elaborar o meu texto.
O som das cordas de um violão, a batida de um tambor são instrumentos que levam o ser humano as camadas mais profundas do seu ser.
Não há dúvidas. A música interfere no comportamento e na saúde das pessoas, porque ela reflete os desejos, as angústias daqueles que a reproduz. Somos seres imperfeitos que nos identificamos com cada melodia, pois vivenciamos ou revivemos o contexto da música em nossas vidas. A dor que o cantor transmite na música, por exemplo, pode ser de qualquer um, porque ele não reproduz somente o som da palavras.Há uma exortação, um vomitar de sentimentos que promove a reflexão do ouvinte.
Além disso, a música promove a interação das pessoas, desperta os instintos, eleva a consciência e renova as energias e o espírito. Basta ver por exemplo, no candomblé, uma religião afro-brasileira, em que a batida e o cantar são rituais primordiais para as entidades se fazerem presentes. Ouvir música é mais do que exercer um sentido do corpo, é dar vida, experimentar, sentir a significação da existência.
Sendo assim, ela é de suma vitalidade para o ser humano e, não apenas uma modalidade da arte de iludir ou entreter. A música esta em todo lugar, seja no canto dos pássaros, seja na batida das mãos, ela sempre se faz presente em nossas vidas.
O som das cordas de um violão, a batida de um tambor são instrumentos que levam o ser humano as camadas mais profundas do seu ser.
Não há dúvidas. A música interfere no comportamento e na saúde das pessoas, porque ela reflete os desejos, as angústias daqueles que a reproduz. Somos seres imperfeitos que nos identificamos com cada melodia, pois vivenciamos ou revivemos o contexto da música em nossas vidas. A dor que o cantor transmite na música, por exemplo, pode ser de qualquer um, porque ele não reproduz somente o som da palavras.Há uma exortação, um vomitar de sentimentos que promove a reflexão do ouvinte.
Além disso, a música promove a interação das pessoas, desperta os instintos, eleva a consciência e renova as energias e o espírito. Basta ver por exemplo, no candomblé, uma religião afro-brasileira, em que a batida e o cantar são rituais primordiais para as entidades se fazerem presentes. Ouvir música é mais do que exercer um sentido do corpo, é dar vida, experimentar, sentir a significação da existência.
Sendo assim, ela é de suma vitalidade para o ser humano e, não apenas uma modalidade da arte de iludir ou entreter. A música esta em todo lugar, seja no canto dos pássaros, seja na batida das mãos, ela sempre se faz presente em nossas vidas.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Algumas considerações sobre o Grande Serão:veredas
Depois de 1 mês e meio lendo esta incrível obra de Guimarães Rosa venho aqui deixar minha opinião sobre o romance.
Grande Sertão: veredas de fato é um livro denso e complexo.De início não é uma leitura fácil, a sintaxe cansa e você tem que voltar algumas vezes para compreender bem o que o narrador diz.Todavia, quando engatamos na leitura e persistimos pegamos a forma e não saímos da direção.Talvez seja essa ideia de Guimarães: estreitar o caminho para abrir novos horizontes.O título da obra já sugere uma gama significações que vai se desvelando ao longo da história.Riobaldo é o narrador que vive e revive de forma saudosista e reflexiva sua vida de jagunço. Ele Narra suas relações de ódio, amor e medo para reafirmar sua existência e apresentar o jogo da vida uma vez que, narrar as grande batalhas no interior do Brasil é também uma forma de tocar na alma do brasileiro,pois resgata todas as questões físicas e psicológicas.Ao falar sobre o Sertão, Rosa trouxe uma perspectiva de fácil identificação e de comoção humana.
(Este texto terá continuação)
Grande Sertão: veredas de fato é um livro denso e complexo.De início não é uma leitura fácil, a sintaxe cansa e você tem que voltar algumas vezes para compreender bem o que o narrador diz.Todavia, quando engatamos na leitura e persistimos pegamos a forma e não saímos da direção.Talvez seja essa ideia de Guimarães: estreitar o caminho para abrir novos horizontes.O título da obra já sugere uma gama significações que vai se desvelando ao longo da história.Riobaldo é o narrador que vive e revive de forma saudosista e reflexiva sua vida de jagunço. Ele Narra suas relações de ódio, amor e medo para reafirmar sua existência e apresentar o jogo da vida uma vez que, narrar as grande batalhas no interior do Brasil é também uma forma de tocar na alma do brasileiro,pois resgata todas as questões físicas e psicológicas.Ao falar sobre o Sertão, Rosa trouxe uma perspectiva de fácil identificação e de comoção humana.
(Este texto terá continuação)
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Não espere.
Não sei o que sinto, há uma confusão de vozes dentro de mim, mas sei que sinto e isso me promove ao abismo,a angústia do existir. Não sei bem o que amar, mas meu coração já disparou por duas pessoas. Não sei dizer se foi amor. Já chorei? sim, por muitas coisas que talvez não tenham valido a pena. Não sou uma pessoa coerente.O que é ser coerente? As coisas não são muito fáceis? Depende do ponto de vista. A cada esforço que dou sinto que não é suficiente, procuro chegar no meu limite,porém esse limite é árduo,desgastante e às vezes me pergunto para quê.Qual é a finalidade do existir? Por que precisamos viver, chorar, sofrer, amar.O que ganhamos com isso?Experiência? E o que fazemos com ela?Sei lá. Isso tudo são divagações que procuro apenas refletir e guardar. Afinal, não há nada o que fazer. Apenas não esperar e viver.
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Poema de Carlos Drummond de Andrade
Especulações em torno da palavra homem
Mas que coisa é homem,
que há sob o nome:
uma geografia?
um ser metafísico?
uma fábula sem
signo que a desmonte?
Como pode o homem
sentir-se a si mesmo,
quando o mundo some?
Como vai o homem
junto de outro homem,
sem perder o nome?
E não perde o nome
e o sal que ele come
nada lhe acrescenta
nem lhe subtrai
da doação do pai?
Como se faz um homem?
Apenas deitar,
copular, à espera
de que do abdômen
brote a flor do homem?
Como se fazer
a si mesmo, antes
de fazer o homem?
Fabricar o pai
e o pai e outro pai
e um pai mais remoto
que o primeiro homem?
Quanto vale o homem?
Menos, mais que o peso?
Hoje mais que ontem?
Vale menos, velho?
Vale menos morto?
Menos um que outro,
se o valor do homem
é medida de homem?
Como morre o homem,
como começa a?
Sua morte é fome
que a si mesma come?
Morre a cada passo?
Quando dorme, morre?
Quando morre, morre?
A morte do homem
consemelha a goma
que ele masca, ponche
que ele sorve, sono
que ele brinca, incerto
de estar perto, longe?
Morre, sonha o homem?
Por que morre o homem?
Campeia outra forma
de existir sem vida?
Fareja outra vida
não já repetida,
em doido horizonte?
Indaga outro homem?
Por que morte e homem
andam de mãos dadas
e são tão engraçadas
as horas do homem?
mas que coisa é homem?
Tem medo de morte,
mata-se, sem medo?
Ou medo é que o mata
com punhal de prata,
laço de gravata,
pulo sobre a ponte?
Por que vive o homem?
Quem o força a isso,
prisioneiro insonte?
Como vive o homem,
se é certo que vive?
Que oculta na fronte?
E por que não conta
seu todo segredo
mesmo em tom esconso?
Por que mente o homem?
mente mente mente
desesperadamente?
Por que não se cala,
se a mentira fala,
em tudo que sente?
Por que chora o homem?
Que choro compensa
o mal de ser homem?
Mas que dor é homem?
Homem como pode
descobrir que dói?
Há alma no homem?
E quem pôs na alma
algo que a destrói?
Como sabe o homem
o que é sua alma
e o que é alma anônima?
Para que serve o homem?
para estrumar flores,
para tecer contos?
Para servir o homem?
Para criar Deus?
Sabe Deus do homem?
E sabe o demônio?
Como quer o homem
ser destino, fonte?
Que milagre é o homem?
Que sonho, que sombra?
Mas existe o homem?
sábado, 9 de novembro de 2013
Dizer o que sente, exatamente como que sente.
Dizer o que sente,exatamente como se sente.Este é o estilo de Fernando Pessoa.Esse recurso,todavia,pode ser sofredor para alguns poetas porque não há expressões no seu vocabulário.Nenhuma palavra,nenhum recurso sintático vai resguardar o sentimento do poeta.Entretanto, há uma saga por uma escrita mais exata e precisa,pois o poeta está preso as normas de sua gramática.
Em linhas gerais,as gramáticas normativas se limitam a apresentar uma lista de princípios para o bom uso da fala e da escrita,porém, este modelo não alcança a exortação do poeta, no entanto, há poetas que obedecem porque não sabem pensar o que sentem.Eis a crítica de Fernando Pessoa.Para ele,o verdadeiro artista é aquele que imprime seu estilo criativo independente de qualquer prescrição.Para dizer o que sente é preciso está consigo, interligar as palavras com suas emoções, sem subterfúgio.
As músicas "Língua" e "circulador de fulô", de Caetano Veloso, se assemelha ao estilo de Pessoa.Nelas o cantor derrama a sua autonomia artística e faz da música sua metalinguagem.As músicas relatam a variabilidade da língua e as confusões de linguagens encontradas na população brasileira.Caetano questiona o poder da nossa língua e a influências do estrangeiro clamando assim, por uma arte com todos os aspectos brasileiro.Fernando Pessoa e Caetano Veloso tem portanto a noção que o dizer vai além de qualquer norma,está inerente ao homem.
Em linhas gerais,as gramáticas normativas se limitam a apresentar uma lista de princípios para o bom uso da fala e da escrita,porém, este modelo não alcança a exortação do poeta, no entanto, há poetas que obedecem porque não sabem pensar o que sentem.Eis a crítica de Fernando Pessoa.Para ele,o verdadeiro artista é aquele que imprime seu estilo criativo independente de qualquer prescrição.Para dizer o que sente é preciso está consigo, interligar as palavras com suas emoções, sem subterfúgio.
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