quinta-feira, 30 de outubro de 2014

A compulsão da vida

Hoje de manhã estava procurando um tema de redação para trabalhar com meus alunos. Vi que na prova do colégio Pedro II do ano passado foi trabalhado o seguinte tema: A música tem mesmo o poder de interferir no comportamento e na saúde das pessoas, ou essa afirmações não passam de curiosidades, de pesquisas de menor importância? Achei o tema formidável, pois é muito pessoal e instigante.Comecei então a elaborar o meu texto.

O som das cordas de um violão, a batida de um tambor são instrumentos que levam o ser humano as camadas mais profundas do seu ser.
Não há dúvidas. A música interfere no comportamento e na saúde das pessoas, porque ela reflete os desejos, as angústias daqueles que a reproduz. Somos seres imperfeitos que nos identificamos com cada melodia, pois vivenciamos ou revivemos o contexto da música em nossas vidas. A dor que o cantor transmite na música, por exemplo, pode ser de qualquer um, porque ele não reproduz somente o som da palavras.Há uma exortação, um vomitar de sentimentos que promove a reflexão do ouvinte. 
Além disso, a música promove a interação das pessoas, desperta os instintos, eleva a consciência e renova as energias e o espírito. Basta ver por exemplo,  no candomblé, uma religião afro-brasileira, em que a batida e o cantar são rituais primordiais para as entidades se fazerem presentes. Ouvir música é mais do que exercer um sentido do corpo, é dar vida, experimentar, sentir a significação da existência.
Sendo assim, ela é de suma vitalidade para o ser humano e, não apenas uma modalidade da arte de iludir ou entreter. A música esta em todo lugar, seja no canto dos pássaros, seja na batida das mãos, ela sempre se faz presente em nossas vidas.