terça-feira, 15 de outubro de 2013

Lendo Bandeira

         Já faz alguns dias que eu venho lendo a poesia do Manuel Bandeira.É incrível que a cada nova leitura do mesmo poema tenho perspectivas, sensações novas.
         Em  "Satélite" por exemplo, temos o clamor pela ordem natural e pela autenticidade. O desejo de desmitificar, tirar todo e qualquer atribuição a lua é no fundo confissões para retirada de qualquer máscara ou subterfúgio que esconda a verdade e a simplicidade das coisas.
        Ao atribuir o  título do poema com o nome satélite e não lua, o poeta retoma o significado puro da palavra,um corpo celeste que gira em torno de outro, e causa um impacto ao leitor, acostumados com as atribuições metaforizadas dadas pelos poetas românticos.De fato, Bandeira realiza uma critica a toda fantasia que criam em torno da palavra lua.Para ele o mais importante é querer a "coisa em si", isto é, na sua ordem natural, na sua autonomia,as coisas como elas são da forma que foram criadas, sem excedentes.
        O poema "Testamento" de alguma forma me toca e  me sensibiliza.Bandeira traz à tona seu descontentamentos, sentimentos vazios e projetos não alcançados.Na primeira estrofe o poeta anuncia :"o que não tenho e desejo/É que melhor me enriquece."o interesse, o gozo está naquilo que ele não possui.É um ser humano rico porque não possui as coisas que almejara.Além disso, Há uma acalanto: a prece, ou melhor, a elaboração do poema.

Vou parar por aqui.Mais tarde volto!!!