segunda-feira, 15 de junho de 2015
Sensação
{13 e 14 de Junho. Dois dias cheios de amor. Uma criança mudou o astral de uma casa em apenas dois dias. Foi minha linda prima que veio transbordar de amor e alegria os corações dos habitantes dessa casa. Sua ingenuidade e leveza afrouxou a rigidez e} a seriedade presente. Um olhar perene, uma fala enrolada, sem timidez, sem distorção. Assim são as crianças. Assim que deveríamos ser. Quando ela foi embora ficou a saudade, ficou a sensação da alegria, da fragilidade, da redenção. Aflorou novas perspectivas de viver, de sonhar. Meu coração ficou apertado de tanto amor, cheguei a dormir para guardar esse momento. As crianças reanimam as possibilidade de existência. Justamente nos dias em que o amor se fez mais presente (dias dos namorados e dia de Santo Antônio)veio o amor dessa boneca revirar nossos sentimentos.
quarta-feira, 6 de maio de 2015
Eu,negra mulher, consciente da minha ancestralidade, gozando de uma vida confortável, exercendo meus direitos civis e pessoais, me vejo em alguns momentos parada,sufocada,angustiada, como se a qualquer momento alguém fosse me colocar novamente no tronco. Chamo esse momento de retrocesso para o boicote.
terça-feira, 14 de abril de 2015
Desencontros da vida
Eu preciso escrever sobre isso. Me sinto tão bem. Sei que vai passar, mas o fato é que não fiquei triste ou enciumada. Achei bonitos, perfeitos um para o outro. Agora finalmente entendo. Agora me sinto liberta. As coisas não são como eu sinto, estão muito além. Fique estagnada num sentimento que só existia para mim. Vive intensamente ele. Mas terminamos, como tudo termina nessa vida. Não vou dizer que não penso. Penso, mas como algo que já foi realizado. Realizado nas minhas fantasias, nos meus desejos... Foi profundo e também um aprendizado, pois os sentimentos sempre estão fora do nosso controle. Foi uma prova que precisei passar para algo que virá. Algo mais intenso, verdadeiro e recíproco. Confesso que foi torturante, doeu... Revoltante. Eu me perguntava várias vezes por que não eu. Colocava a culpa nele. Ninguém é culpado. São os desencontros que a vida dá. Os instintos só trouxe o que era latente de outras vidas. Sensível, eu não consegui fugir.
segunda-feira, 2 de março de 2015
quarta-feira, 21 de janeiro de 2015
Os primeiro dias de 2015
Desde do final do ano passado até o presente momento venho com o objetivo de colocar minhas leituras em dia.Tenho vários livros na estante que ainda não li, por isso resolvi lê-los. Até porque é essa minha profissão e, é isso o que eu escolhi ser: professora. Para tanto, preciso ler e refletir sobre o ato da escrita e confluir em mim.
Li Memorial do convento de José Saramago. Achei um romance muito bom, a parte que mais gostei do romance e que mais o eleva, na minha opinião, foi os instantes que Blimunda vi as vontades das pessoas,as coisas na sua profundidade.Gostei dessa parte porque achei incrível uma pessoa poder ver e roubar as vontades de outras pessoas. O desejo de saber o que está por detrás das coisas é intrigante. Vê a face dos desejos, os remorsos de cada indivíduo é estar em contato com o mundo apenas com os olhos e, percebe que não é a única que carrega o ódio, a angústia e o medo. Digo isso poque às vezes me sinto tão incapaz, tão burra, principalmente, no meu lado profissional. Sempre acho que falta algo, que não ficou bom. Me martirizo. Por isso gostei das revelações de Blimunda, isto é, do que ela via nas pessoas.Vontades que não cessam, que causam boas e más sensações, vontades que mudam,que destrói.
Blimunda jurou não ver as vontades de seu amado, Baltasar, apenas na sua morte que ela viu-as e roubo-as para si. Ela tinha medo do poderia ver, queria se ocultar do sofrimento que pudesse ter. Essa fragilidade de Blimunda só enfatiza a incompletude do homem e de como somos vulneráveis aos incertos desejos e imaginações desejadas. A história de Saramago de uma certa forma me tranquilizou e equilibrou minha mente.Nada pode ser completo, perfeito,mas devemos fazer o melhor para deixa nossa consciência em paz.
Li Memorial do convento de José Saramago. Achei um romance muito bom, a parte que mais gostei do romance e que mais o eleva, na minha opinião, foi os instantes que Blimunda vi as vontades das pessoas,as coisas na sua profundidade.Gostei dessa parte porque achei incrível uma pessoa poder ver e roubar as vontades de outras pessoas. O desejo de saber o que está por detrás das coisas é intrigante. Vê a face dos desejos, os remorsos de cada indivíduo é estar em contato com o mundo apenas com os olhos e, percebe que não é a única que carrega o ódio, a angústia e o medo. Digo isso poque às vezes me sinto tão incapaz, tão burra, principalmente, no meu lado profissional. Sempre acho que falta algo, que não ficou bom. Me martirizo. Por isso gostei das revelações de Blimunda, isto é, do que ela via nas pessoas.Vontades que não cessam, que causam boas e más sensações, vontades que mudam,que destrói.
Blimunda jurou não ver as vontades de seu amado, Baltasar, apenas na sua morte que ela viu-as e roubo-as para si. Ela tinha medo do poderia ver, queria se ocultar do sofrimento que pudesse ter. Essa fragilidade de Blimunda só enfatiza a incompletude do homem e de como somos vulneráveis aos incertos desejos e imaginações desejadas. A história de Saramago de uma certa forma me tranquilizou e equilibrou minha mente.Nada pode ser completo, perfeito,mas devemos fazer o melhor para deixa nossa consciência em paz.
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